Instituto Santa Teresinha

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PRP-Plasma Rico em Plaquetas

O plasma rico em plaquetas (PRP) consiste num preparo específico de plasma autólogo humano, que através de centrifugação do sangue do paciente obtém-se uma concentração de plaquetas acima do nível basal.

As plaquetas contêm numerosos e diversos tipos de fatores de crescimento (PDGF, VEGF, TGF beta, EGF, IGF etc), que são proteínas bioativas que, aplicadas no local da lesão, estimulam através de estímulos químicos, anabólicos, mitogênicos, proliferativos, sinalização local e a distância, gerando a regeneração e cicatrização tecidual.

Existem várias formas de aplicação de PRP, desde lisado, plasma gel, PRF injetável ou membrana, que dependendo do objetivo promovem desde cicatrização a preenchimento de falhas teciduais como em feridas ou úlceras, por exemplo.

Essa gama enorme de fatores de crescimento possuem diferentes ações no processo de reparação tecidual, desde uma ação de liberação rápida e imediata até lenta e prolongada, sendo liberados por mais de três semanas.

Como todo produto ortobiológico, sua ação e eficácia depende da saúde geral do paciente, desde o metabolismo ao status hormonal.

Desta forma habitualmente estabiliza-se o paciente clinicamente, o dito preparo de solo, sendo idealmente que marcadores como insulina, fibrinogênio, colesterol e triglicérides, ferritina, ácido úrico, GGT, vit D e a parte hormonal estejam em valores adequados.

Há controvérsia na literatura sobre qual patologia responde melhor ao PRP, artrose, tendinopatias, lesões musculares, ligamentares etc., porém a falta de padronização no preparo do PRP, se rico ou pobre em leucócitos, número de aplicações dificulta guidelines.

Nas patologias musculoesqueléticas o PRP quando bem indicado e associado a outros tratamentos com meios físicos como ondas de choque extracorpóreo, campo eletromagnético e reabilitação mostra-se imprescindível no arsenal de tratamentos da ortopedia e dor.

Comentários do artigo

O artigo traz uma revisão da literatura no uso de ortobiológicos, no caso plasma rico em plaquetas (PRP) e ácido hialurônico, na aplicação na lesão ligamentar aguda do tornozelo.

Destaca a importância no tratamento adequado destas lesões visto que a instabilidade crônica de tornozelo pode levar a quadros de disfunção articular, lesão osteocondral, artrose tibiotársica e dor crônica.

A revisão mostra que, apesar de protocolos diferentes, o uso de ortobiológicos leva a uma reabilitação mais rápida e diminui a intensidade de sintomas álgicos.

O artigo mostra um guideline onde o ácido hialurônico é aplicado periarticular em torno de 1,2 ml dentro das 48 hs de lesão com reforço em 4 dias.

O plasma rico em plaquetas, PRP, é aplicado entre 3 a 5 ml intraligamentar (50 a 60 ml coletados do paciente) guiado por ultrassom, na primeira semana e repetindo a aplicação em 30 dias.

Todos estudos mostraram melhora funcional e no controle de dor em relação aos casos placebo, porém não há um consenso na preparação do PRP, se ele é rico ou pobre em leucócitos, bem como a utilização de imobilização associada e tempo da mesma.

O uso de PRP associado ao ácido hialurônico com adjuvantes sinérgicos indica ser o tratamento adequado nestas lesões quando necessitam o uso de ortobiológicos.