A terapia por campo eletromagnético pulsado consiste num tratamento não invasivo e não termal, podendo ser realizada como tratamento em várias áreas da medicina, desde da neurologia (Parkinson, cefaléia), dermatologia (dermatite, eczema), cirurgia vascular (linfedema, isquemia), entre outras áreas.
Especificamente na ortopedia e medicina regenerativa mostra-se como terapia adjuvante em vários tipos de patologias ósseas e de partes moles, como tendinopatias, lesões ligamentares agudas ou crônicas, fraturas agudas ou pseudartroses e em lesões musculares agudas ou crônicas e no tratamento da dor por sua capacidade regenerativa, antiinflamatória e analgésica.
O ideal é sempre estar associado a outros métodos de tratamento e considerarmos o metabolismo do paciente para uma resposta mais adequada.
Este artigo resume a ampla gama de indicações do tratamento com campo eletromagnético pulsado e descreve os principais mecanismos envolvidos, físicos, biofísicos e biológicos.
A ação do campo eletromagnético sobre a membrana plasmática celular tem uma ação de despolarização, liberando canais de cálcio voltagem dependentes. Resumidamente haverá liberação de óxido nítrico e produção cGMP, com ativação de fatores de crescimento, enzimas, receptores de membrana levando a regeneração e melhora do tecido inflamado.
Pelo fato desta ação ativar a remodelação da matriz extracelular, formar novos vasos e ativar diversos tipos de células de diferentes tecidos (osteoblastos, fibroblastos, células musculares, condrócitos), o seu uso se aplica a um amplo espectro de lesões ortopédicas, desde artrose (grandes e pequenas articulações) a processos inflamatórios agudos e crônicos de tendões, músculo e tecido ósseo.
O artigo descreve a importância do campo eletromagnético no uso do tratamento de feridas e artrose pelas características descritas.
