A electrólise percutânea intratisular (EPI) corresponde a um método de tratamento minimamente invasivo onde uma agulha de acupuntura é inserida na lesão, que pode ser tendínea, ligamentar ou muscular, e uma corrente galvânica é ativada através de aparelho específico de EPI.
Através de reação eletrolítica não térmica o estímulo leva a regeneração tecidual com liberação de citocinas e interleucinas antiinflamatórias, remodelação de colágeno e efeito analgésico final.
Consiste em um método que deve ser sempre associado a tratamento fisioterápico/reabilitação/ativação muscular e reequilíbrio dinâmico das cadeias miofasciais.
Habitualmente usa-se o aparelho de ultrassom para guiar o tratamento e aumentar a acurácia.
O artigo descreve o uso da EPI, eletrólise intratisular percutânea, no tratamento de patologias específicas, como epicondilite lateral, fascite plantar, tendinopatia do calcâneo, tendinopatia patelar, tendinopatia dos adutores do quadril e lesão manguito rotador.
Salienta a importância na identificação da patologia, se aguda ou crônica.
As lesões agudas caracterizam-se pela má capacidade de cicatrização em um tecido submetido a overuse/sobrecarga de repetição, considerando um tempo de até 6 semanas.
Nas lesões crônicas, a má capacidade adaptativa de cicatrização leva a formação de fibras de colágeno e matriz extracelular de má qualidade tecidual, com hipervascularização e inervação anômalas.
No estudo de vários artigos, não há um guideline ou protocolo único de tratamento, seja na energia, seja na frequência e tempo de duração na aplicação da EPI, assim há de haver um ajuste individual ao tratamento de cada paciente.
O artigo cita alguns fatores que são estudados e comparados. No caso, a eletrólise percutânea de alta energia (3 MA) mostrou resultados semelhantes com a de baixa energia (0,3 MA), mas o tratamento é diferente nas patologias crônicas e agudas, com uma tendência a se usar maior energia nas patologias crônicas e em períodos prolongados mais seriados.
Nas lesões agudas a EPI é utilizada com menor intensidade e em períodos mais curtos com início precoce, mas é necessário mais estudos robustos para definição de parâmetros definitivos.
Desta forma, a eletrólise intratisular percutânea mostra-se como recurso importante no arsenal de tratamento de patologias tendíneas/musculares/ligamentares limitantes e de difícil tratamento onde a primeira linha de tratamento falhou.
