A termografia empregada para a medicina consiste em um método de imagem que utiliza uma câmara com sensores especiais que mede a radiação infravermelha emitida pelo corpo humano.
Essa radiação é convertida matematicamente em temperatura, e através de parâmetros de distribuição corpórea desta temperatura mensurada, obtém-se análises fisiológicas e patológicas desde lesões musculares a transtornos intestinais.
Trata-se de um exame não invasivo e indolor, que pela sua praticidade pode ser usado com técnica “point of care” no auxílio de patologias ambulatoriais das mais diversas áreas, desde a ortopedia a oncologia e performance esportiva.
Atualmente tem seu uso expandido no auxílio de diagnósticos de patologias complexas como a fibromialgia e transtornos vasculares como em úlceras em pés diabéticos.
O artigo enfatiza o uso da termografia por infravermelho em diversas patologias músculo esqueléticas, através da avaliação da temperatura captada na pele pelos sensores infravermelhos da câmara.
Esta captação mostra alterações de fluxo sanguíneo como em inflamações e alterações neurovasculares.
Desta forma aplica-se o exame pré, durante e pós tratamento, como no caso de atletas como na detecção de lesões precoces, controle do tratamento realizado e liberação para a volta da prática esportiva.
O artigo mostra desde princípios básicos da termografia, como na regulação do fluxo sanguíneo pelo sistema nervoso autônomo, e como alterações na microcirculação são captados de uma forma macro pelos sensores infravermelhos pela alteração da temperatura corpórea local, efeitos de vasodilatação e vasoconstrição.
O artigo cita o uso em lesões agudas musculares, ligamentares, fraturas e lesões por sobrecarga, pela captação da vasodilatação e hipertermia causada pela lesão.
E também é utilizada em lesões crônicas pela inflamação ou alterações neurovasculares e de perfusão como no caso de radiculopatias, osteoartrite ou degeneração tendínea.
Especificamente tem o seu uso ampliado no caso da prevenção de lesões de atletas por padrões de assimetria e desbalanço muscular mensurados e diagnosticados pela termografia.
O artigo cita também a dificuldade na padronização do exame e de ser examinador dependente, porém a integração da inteligência artificial em máquinas cada vez mais sofisticadas, além da associação com outros métodos de diagnósticos como ultrassom e ressonância e eletroneuromiografia faz a termografia cada vez mais presente em áreas como ortopedia e medicina esportiva.
O uso em patologias complexas como fibromialgia, síndrome dolorosas crônicas e doenças osteoarticulares degenerativas mostra a termografia como ferramenta de importante auxílio no diagnóstico e tratamento.
